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Trabalho em equipe não é sinônimo de trabalho sem chefe
A necessidade de desenvolver o trabalho em equipe e a diminuição de níveis hierárquicos lançaram na confusão uma empresa que atendi há cerca de um ano. Nas palavras do diretor que nos procurou para pedir ajuda: "Ninguém mais quer saber de obedecer a ordens, todos se acham autônomos para tomar decisões. E, se buscamos repreender essas atitudes, ouvimos um discurso pronto sobre empreendedorismo interno, valorização da equipe, horizontalidade da empresa. Muitas vezes, isso acaba em demissão. Criamos um monstro!"
Monstro, mesmo, tive de concordar. Estava claro que havia uma grande deformação dos conceitos e das práticas de trabalho em equipe e horizontalidade na empresa. O pressuposto: no trabalho em equipe, todos devem decidir, e a própria figura do chefe deixa de fazer sentido. É um pressuposto falso mas que pode prosperar estimulado pelas próprias chefias.
O que pode ocorrer é que, após um processo de reorganização gerencial, as chefias fiquem inseguras a respeito de seu próprio papel e enfatizem tanto a necessidade de compartilhar responsabilidades que acabam negando sua própria função. Do outro lado, muitos profissionais vêem nesse novo ambiente uma chance para mostrar seus talentos e ganhar espaço. Viram -- ou tentam virar -- verdadeiros tratores. E, assim, o que era para ser um cenário de colaboração vira uma guerra de projetos pessoais e de competitividade predatória.
Nosso trabalho, no caso que mencionei, foi o de reverter essas distorções. A chave para isso foi a compreensão de que trabalhar em equipe não significa nivelar todos os profissionais: há atribuições específicas, regras e subordinações que não podem ser destruídas. É certo que ocorrem mudanças nos procedimentos e nas formas de trabalho, mas isso não quer dizer que cada um pode decidir o que bem lhe aprouver.
Essa compreensão deve partir das chefias. O trabalho em equipe não significa que o chefe deixa de existir -- na verdade, ele se torna mais importante do que nunca. Mas, diferentemente de um modelo autoritário, esse chefe não manda, ele decide. A equipe enfrenta os problemas, propõe soluções, encontra novos caminhos. O chefe atua como mediador do processo. Cabe a ele decidir entre as opções existentes, definir os melhores cronogramas, bater o martelo a respeito de uma determinada inovação. Todos têm espaço e palavra, mas ele tem a última palavra.
O trabalho com essas questões permitiu que as chefias daquela empresa deixassem de ser reféns do processo de modernização. Num primeiro momento, isso levou alguns a uma postura autoritária: por insegurança, haviam adotado um discurso democratizador no qual não acreditavam e agora queriam voltar à posição de poderosos chefões. Alguns não tinham perfil para funcionar no novo modelo e acabaram substituídos. A maioria, no entanto, evoluiu na compreensão de seu papel. Com isso, os próprios chefes passaram a difundir essa compreensão em suas equipes.
Ensinar, mediar os processos de discussão e decidir (em lugar de mandar) -- tudo isso faz parte do perfil da chefia no trabalho em equipe. Se você ocupa uma posição de comando ou se sua empresa está em fase de modernização, tenha isso em foco. Ou vai ficar enlouquecido entre a tentação de ser um ultrapassado executivo autoritário ou um tímido executivo que não consegue mais ver a utilidade da sua própria posição.
Fonte: http://www.tmpbrasil.com.br/
Data: 2004-01-01 00:00:00
Autor: Simon Franco
As resoluções de Ano Novo
Todo final de ano ocorre o mesmo problema com a maioria dos profissionais – elaboram uma lista de coisas que desejam fazer no próximo ano, mas têm dificuldades para realizá-las. Ou pior, quando alcançam seus objetivos, sentem um vazio, porque a concretização dos seus desejos não foi suficiente para satisfazê-los.
A dificuldade de encontrar um sentido para muitas coisas que você faz na vida é conseqüência de pequenos hábitos negativos, desorganização pessoal e falta de visão de futuro que podem fazer com que seus sonhos nunca se realizem.
Muitos de nós gostaríamos de ter mais tempo para dedicarmos aos hobbies, à família e amigos, mas isso tudo acaba ficando em segundo plano. Hoje vamos refletir um pouco sobre como elaborar um projeto de vida em 2004, pois reverter este quadro não é apenas uma opção, mas uma necessidade.
1º passo: o autoconhecimento
A busca do autoconhecimento é uma tarefa incrivelmente complexa e instigante que procura descobrir quem você é. Muitos logo desistem por não suportarem o encontro inevitável com suas verdades mais profundas, sejam defeitos, fracassos do passado, hábitos negativos ou crenças estagnadoras. Contudo, esta é a única forma de vencermos a nós mesmos.
O que espero da vida? Quais metas devo perseguir? Qual o caminho certo? Perguntas que só você mesmo poderá responder, e mais ninguém. A sua realização pessoal e, conseqüentemente, a sua qualidade de vida e felicidade só poderão surgir da resposta correta ao que o seu mundo interior deseja – descubra-o em primeiro lugar. Depois disso, pode ter certeza, tudo em sua vida fluirá com mais equilíbrio, confiança, naturalidade e qualidade.
2º passo: sua missão
A declaração de sua missão deve ser escrita descrevendo o que você é e como contribui com o mundo à sua volta. Não é aonde você quer chegar, mas onde você está agora. Assim, deve conter todos os aspectos de sua vida interligados, refletindo as ações que repercutem em sua vida e na de outros.
Procure responder a estas questões: "O que eu faço de tão bom que ninguém consegue igualar? Em que sou único e singular? Qual o meu maior talento?" Quando você descobrir o que é que fornece de único às demais pessoas, descobrirá sua missão.
A grande vantagem de se estabelecer uma missão clara é que você não fugirá dos seus valores, princípios e propósitos da vida. Com seu foco definido, poderá ocupar-se com o que realmente faz diferença, deixando o restante de lado.
Exemplo: constituir e manter um network forte e solidário, garantir o desenvolvimento profissional, promover a amizade entre os pares, buscar o desenvolvimento dos negócios e na sociedade em minha volta, agregando cada vez mais valor com minhas ações.
3º passo: objetivos
Após definir a missão pessoal, determine seus objetivos de vida. Nesta etapa, há a necessidade de definir o que você quer de maneira genérica, sem a necessidade de datas específicas. Apenas lembre-se de que seus objetivos devem ter um prazo de 2 a 5 anos para concretização.
Alguns exemplos clássicos:
- Estar no lugar certo na hora certa;
- Ser lucrativo, agregando valor em tudo que fizer;
- Oferecer mais do que for solicitado;
- Ajudar a sociedade em minha volta;
- Ser solidário e altruísta;
- Ser empreendedor;
- Aumentar a rede de relacionamento;
- Melhorar o meio ambiente;
- Aprender mais, muito mais... (cursos, seminários, workshops, etc.);
- Encorajar o desenvolvimento de outras pessoas;
- Proporcionar felicidades e obter felicidades;
- Casar e ter filhos;
- Etc.
4º passo: estratégia
Segundo o Dicionário Aurélio, estratégia é a "arte de aplicar os meios disponíveis com vista à consecução de objetivos específicos". Assim, nessa etapa você irá definir suas metas. Vale ressaltar duas diferenças fundamentais entre meta e objetivo: a meta normalmente é específica, o objetivo é genérico; a meta tem prazo curto, o objetivo se alonga no tempo.
Lembre-se, a meta tem que ser:
- Sua. Caso contrário não haverá comprometimento;
- Específica. Diga exatamente o que você quer (p. ex.: uma TV de 29 polegadas marca X);
- Datada. Escreva no papel para quando você quer (p. ex.: até o dia 29 de julho);
O grande cuidado que você deve tomar nesse momento é o de definir metas tanto no campo profissional quanto pessoal. Não pense que seu projeto de vida engloba apenas um ou outro lado, sem influências determinantes no campo negligenciado. Tenha equilíbrio!
Assim, defina a estratégia para os seguintes campos:
- Profissional
- Pessoal
- Familiar
- Social
- Físico (esportivo)
- Lazer
- Financeiro
- Cultural-educacional
- Espiritual
5º passo: administração do tempo
Em primeiro lugar, para concretizar tudo aquilo que você planejou até o presente momento, haverá a necessidade de estabelecer prioridades coerentes e racionais. Para isso, saiba distinguir o que é urgente e o que é importante em sua vida.
O simples fato de não estabelecer prioridades corretas faz com que muitas vezes vivamos resolvendo as "coisas urgentes", mas sem importância. Ações que precisam ser tomadas neste instante, contudo não necessariamente por nós mesmos. Daí a importância de saber delegar tarefas.
Por outro lado, preste atenção às coisas importantes mas não urgentes, pois são elas que, negligenciadas hoje, serão urgentes no futuro e somente poderão ser realizadas por você mesmo. Ter um trabalho para entregar daqui a um mês e deixá-lo para fazer depois porque ainda há muito tempo é perigoso – você acaba esquecendo de vez e, faltando dois dias para o prazo final, começa o desespero...
Siga esta regrinha:
1º - faça aquilo que é importante e
urgente: agora e com atenção redobrada;
2º - faça aquilo que é urgente, mas não importante: agora, mas procure não perder muito tempo;
3º - faça aquilo que é importante, mas não urgente: faça aos poucos para não se transformar em urgente e priorize a
qualidade;
4º - faça aquilo que não é urgente, nem importante: somente se tiver tempo sobrando.
6º passo: avaliação e manutenção
Depois de implantar seu projeto de vida, faça uma avaliação dos resultados alcançados e um programa para manutenção dos projetos em andamento. Para isso:
- Atenção às pessoas. Converse e discuta suas realizações com os stakeholders (amigos, familiares, fornecedores...) e perceba como estão seus concorrentes.
- Analise seus números. Resultados financeiros alcançados, metas cumpridas, palestras que realizou, cursos que fez, pessoas que conheceu...
- Tempo livre. Depois de você organizar toda a sua vida, sobrou mais tempo para você? Não!? Então tem alguma coisa de errado em seu planejamento.
Por último, apenas faça!
Não fique aguardando o momento ideal para começar a organizar sua vida, porque o momento ideal é você quem faz. Comece agora e não fique se prendendo a crenças negativas e sentimentos de inferioridade. Creia que você nasceu para vencer e para ter a vida que sempre sonhou!
Um Feliz 2004! Cheio de realizações!
Fonte: http://www.curriculum.com.br/
Data: 2005-05-02 00:00:00
Autor: Wellington Moreira
Porque os sonhos nem sempre se realizam?
Pensou em arrumar outro trabalho, comprar um carro novo, fazer aquela viagem? Não se esqueça que muito dos sonhos podem vir por água a baixo, e depois você ficará se perguntando: eu tinha planejado tudo! - Será?
Em 90% dos casos a falta de planejamento é responsável pela frase “acho que embarquei numa furada”. Não basta somente idealizar o seu objetivo, é necessário planejar, ter um caso de amor com ele, isso mesmo que você leu. Tão importante quanto o objetivo é estipular regras e táticas que serão usadas de forma inteligente no momento previamente calculado e na hora certa.
Se você pretende sair do ponto (A) tome o alcance do seu objetivo como um risco, mas um risco controlável, isso será administrar de forma inteligente o percurso que terá que fazer para chegar no ponto (B).
Ponha no papel todas os aspectos positivos que terá quando alcançar seu objetivo, liste quais possibilidades que aparecerão no meio do caminho impedindo que seus planos de dêem certo. Se for, por exemplo, adquirir um carro novo, encare a possibilidade de perder o trabalho e não conseguir honrar com aquele financiamento de 36 meses que você fez num momento de euforia momentânea.
Analise todas as possibilidades não sob o olhar de um pessimista, mas sim sob a ótica de um administrador que está gerando possibilidades e calculando o risco com o intuito de torná-lo controlável.
Planeje uma estratégia e crie táticas. A estratégia é a forma descrita de como você fará para chegar no ponto B, já as táticas serão todas as alternativas e jogadas que terá que fazer ao longo do percurso para que a estratégia que você traçou focando o objetivo realmente venha acontecer.
Lembre-se: assuma riscos, mas riscos controláveis.
Fonte: http://www.empresas.hpg.com.br/
Data: 2004-01-21 00:00:00
Autor: Rogério Silva de Alencar
Os Riscos de um Administrador generalista demais
Assim como a grande maioria flui pelo ensino fundamental, pelo ensino médio e cheguei a faculdade. Pensei: “incrível, vou conquistar uma profissão”; optei pelo curso de Administração sem muita indecisão, afinal era o curso no qual eu já possuía uma noção do que viria pela frente.
Passou-se o primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto ano e o que eu mais ouvia era sobre liderança, como identificar um líder, como delegar poderes, aulas e aulas de como administrar conflitos, centenas de exercícios sobre taxa interna de retorno, análises de projetos.
Aprendi que o ciclo de vida de um cliente passa pela aquisição, ativação, fidelização e pela retenção. Compreendi que relacionamento é = conhecimento + valor + contato. Estudei sobre a fidelidade dos clientes e o resultado foi que as empresas perdem cerca de 20% a 40% de seus clientes por ano.
Busquei na filosofia e na psicologia o aprimoramento do meu conhecimento sobre a ética nas organizações, analisei, estudei, destilei.
Para ser breve comprei o jornal no ultimo domingo, peguei o caderno de empregos embora acredite que o nome deveria ser caderno de oportunidades e fiz uma leitura de todos os anúncios, anúncios esses que eram extremamente específicos para uma função no qual eu atribua o nome como os “fazedores de mesmice”.
Conclusão, eu estava apto a exercer todas aquelas profissões e ao mesmo tempo não sabia o suficiente sobre nenhuma. E tudo isso porque me tornei um generalista, generalista demais para conseguir um trabalho diante de todos aqueles anúncios.
Em alguns casos seja generalista somente o suficiente, pois em algumas vezes o excesso pode ter um preço muito alto.
Fonte: http://www.empresas.hpg.com.br/
Data: 2004-01-29 00:00:00
Autor: Rogério Silva de Alencar
Falta de Qualificação
Não é a primeira vez que isso ocorre. No ano 2000, quando o crescimento econômico teve uma aceleração, muitas indústrias não puderam expandir a produção por falta de profissionais qualificados. Neste ano de 2004 a história se repete. A expansão das exportações e a melhoria da demanda interna provocaram um quase esgotamento do estoque de mão-de-obra qualificada, especialmente no interior do país, para onde se dirigiram muitas empresas.
É verdade que o desemprego prolongado levou milhares de trabalhadores a abandonar suas profissões e partirem para um táxi ou negócio próprio. Mas a falta efetiva de mão-de-obra qualificada não pode ser desprezada.
Os dados divulgados pela imprensa indicam essa falta nos ramos automobilístico, calçadista, bens de capital e máquinas e ferramentas, dentre outros. Em termos de ocupações, faltam mecânicos de manutenção, montadores de instalações elétricas, ferramenteiros, montadores de máquinas e instrumentos de precisão e várias outras profissões que dependem de aprendizagem metódica e prolongada. Mas faltam também profissionais que dependem de treinamento mais rápido como é o caso de encanadores, eletricistas, pintores, funileiros, caldeireiros e soldadores, dentre outros.
Convenhamos, o Brasil é um país carente em recursos humanos qualificados. A nossa força de trabalho tem, em média, apenas 4,5 anos de escola - e má escola. Esse é um bloqueio sério para sustentar o crescimento econômico e a produtividade das empresas. É também uma restrição grave para a empregabilidade dos trabalhadores. As novas tecnologias e novos métodos de produção exigem qualificação crescente.
A grande dificuldade nesse campo não é tanto a de falta de recursos, mas, sobretudo, a complexidade da tarefa de formação profissional. No setor industrial, o SENAI, que tem grande experiência nesse campo, demonstra que o profissional qualificado e polivalente que vem sendo exigido pela empresa moderna é fruto de uma combinação engenhosa de educação básica de boa qualidade aliada à capacitação nas especificidades das várias profissões. Uma sem a outra não funciona. O elo entre educação e especialização é requisito fundamental.
Para se preparar um profissional dentro dessa receita, o desafio é enorme. As instituições de formação profissional, além de prospectar o mercado da melhor maneira possível, têm de desenvolver nos jovens uma competência que lhes dê mobilidade nas áreas vizinhas de suas profissões. Isso não se consegue com treinamentos apressados e nem com o ensino médio geral. É preciso mesclar os dois ingredientes.
Para tanto, aquelas instituições precisam contar com estabilidade administrativa, técnica e financeira. É isso que lhes permite planejar o longo prazo e, ao mesmo tempo, fazer correções periódicas na direção do mercado. Isso exige um acompanhamento das trajetórias das tecnologias e métodos de produção. Não é uma empreitada para amadores.
A maneira mais prática de realizar essa difícil tarefa é atrelando-se as instituições à área empresarial, complementando-se com painéis de especialistas para projetar o futuro, como faz o SENAI. Os empresários e os especialistas sintetizam e transmitem à entidade as tendências das tecnologias e métodos de produção, o que ajuda a necessária reformulação dos currículos.
O sucesso desse processo depende de comunicações precisas entre os que demandam e os que oferecem profissionais qualificados. Na Alemanha, por exemplo, o aluno passa metade do tempo nas instituições de ensino e a outra metade dentro das empresas. Em outros países da Europa, os conselhos diretivos das instituições de formação profissional contam com a participação contínua dos empresários e técnicos.
Isso é também de extrema importância para a vida dos trabalhadores. Os dados mostram que os egressos do SENAI, por exemplo, recebem as melhores ofertas de emprego, ganham salários mais altos e sobem mais depressa na carreira e na escala social.
Enfim, o Brasil não pode descuidar da preparação das pessoas. Hoje em dia, o capital humano é mais decisivo do que o capital físico. O SENAI, embora tenha limitações quantitativas, possui um rico acervo de experiências pedagógicas que convém sejam aproveitadas na criação e expansão de outras entidades.
Fonte: http://www.estadao.com.br/
Data: 2004-08-24 00:00:00
Autor: José Pastore
Oportunidades Não Faltam!
Imagine um curso em que as oportunidades de emprego vêm até os profissionais antes mesmo de estarem formados, onde grandes empresas investem na formação acadêmica e disputam novos talentos. Parece muito bom para ser verdade? Pois, esse curso, Engenharia Mecânica, existe sim e Santa Catarina figura entre os principais estados que melhor absorvem seus profissionais. Além de ser um importante celeiro formador e exportador de mão-de-obra especializada para a indústria.
Graças a sua diversificada fonte de matérias-primas e à ótima localização para escoamento da produção, há mais de quatro décadas, o Estado foi escolhido por boa parte das principais indústrias do País. Portobello, Eliane, Cecrisa, Weg, Tigre, Intelbras e muitas outras têm sede em Santa Catarina.
De olho nas oportunidades
O engenheiro mecânico, Raphael Terrano da Conceição, é um exemplo de profissional que soube aproveitar as oportunidades do mercado catarinense. No último semestre do curso, quando muitos acadêmicos têm a chance de atuar na indústria, conseguiu um estágio na Embraco, de Joinville. "As empresas de RH vão até a universidade em busca de novos talentos e os recrutam para programas trainees", diz
Terrano.
Os alunos passam por processos seletivos e, na maioria das vezes, são chamados para estagiar e até trabalhar definitivamente nas principais indústrias do Estado. Tanto é que, após formado, Raphael pôde se dar ao luxo de escolher entre três ofertas de emprego. "Podia continuar na Embraco ou participar dos programas de trainees da Weg e da Cecrisa", relembra o engenheiro, que arriscou e acabou selecionado pela Weg, onde atua como analista de vendas e desenvolve toda a parte técnica da área comercial.
Isaac Newton Raitz, também formado em Engenharia Mecânica, optou por estagiar em uma empresa de médio porte onde pudesse ter oportunidade de se destacar profissionalmente com mais rapidez e está satisfeito. Desde a última fase do curso trabalhando na Blufix Indústria e Comércio, de Blumenau, como engenheiro projetista, ele é responsável pela execução de projetos. "Mesmo depois de efetivado continuei recebendo propostas de outras empresas, mas confiei na minha escolha", diz Raitz, que indicou amigos que ficaram com as vagas. Mais uma prova de que as oportunidades de trabalho na área de Engenharia Mecânica são muitas e de que as chances aparecem mesmo quando não são procuradas.
Aprender a aprender
Assim como nas demais Engenharias, onde o aluno está às voltas com disciplinas que envolvem muito cálculo, a rotina de estudos da Engenharia Mecânica é especialmente puxada. "Em muitos casos o aluno aprende a aprender, tem que se virar", diz Isaac.
Como as aulas são geralmente ministradas em período integral sobra pouco tempo para estagiar. Uma alternativa seguida por Raphael, e muito utilizada pelos acadêmicos de engenharia, é conseguir uma bolsa de pesquisa que lhes permite estudar e realizar estágios em laboratórios da própria faculdade.
Outro recurso, é ingressar em uma empresa júnior. Para ele, esta é a oportunidade de colocar em prática a teoria e aprender a desenvolver soluções para problemas propostos pelos clientes.
Além da graduação em Engenharia Mecânica, outros dois pontos muito valorizados pelas empresas que buscam um profissional desta área é o domínio de outro idioma e uma possível vivência no exterior. Tanto Raphael quanto Isaac acreditam que o fato de terem morado nos EUA aumentou suas chances profissionais.
Outros Mercados
A indústria é responsável pela absorção de quase 90% dos graduados em Engenharia Mecânica do Estado. Isso, graças a sua capacidade de atuar em qualquer processo de fabricação. Seja na manutenção de equipamentos, na área de produção, na execução de projetos, na escolha da matéria-prima e até mesmo na área administrativa.
Mas a indústria não é a única fonte de empregos desse engenheiro. A capacidade que os profissionais dos cursos de Engenharia em geral têm com números e contas, sempre ofereceram e ainda oferecem oportunidades em instituições financeiras.
Assim como é fundamental a presença de um engenheiro civil em todas as etapas de uma obra, também é necessário um engenheiro mecânico na manutenção de elevadores, na montagem de estruturas metálicas, inspecionar caldeiras e instalações de gás veicular.
A oferta de vagas no ramo da distribuição de energia e telecomunicações, tanto para estatais e privadas também é grande.
Além disso, segundo Isaac, há mercado para os engenheiros mecânicos com espírito empreendedor. "Ainda são poucas as empresas que fabricam matéria-prima para a indústria e essa pode ser uma boa oportunidade para quem quer ser dono do seu próprio negócio", diz Raitz.
Fonte: http://www.diariocatarinense.com.br/
Data: 2004-08-18 00:00:00
Autor: Diário Catarinense
O Brasil só funciona depois do carnaval?
Desculpe, mas o Brasil só funciona depois do carnaval. Quantas vezes ouvimos essa frase por aqui? Mas, nos últimos dois anos, esse ditado deixou de existir para os brasileiros.
Nos últimos dois anos a realidade para quem busca uma nova colocação no mercado mudou, e agora não podemos mais atrelar essa procura a períodos do ano. Vai longe o tempo em que o Natal, o Ano Novo, o Carnaval ou qualquer outro feriado prolongado atrapalhava quem procurava um novo emprego.
Aquele profissional que espera fevereiro ou março para procurar emprego, está, com certeza, perdendo ótimas oportunidades de trabalho, principalmente na área de infra-estrutura (gás, petróleo, energia e telecomunicações), serviços (varejo), entretenimento e lazer.
Quem quer emprego nunca deve atrelar datas à sua busca. Isso leva o profissional a caminhar para trás, pois o mercado não pára. Algumas empresas entram em férias coletivas nessa época do ano, mas em compensação, outras trabalham 365 dias por ano, 24 horas por dia. Este ano, principalmente, o mercado está superaquecido e as empresas não estão parando nem para piscar.
Fonte: http://www.curriex.com.br/
Data: 2004-10-02 00:00:00
Autor: Curriex
Desemprego: Chaga do Capitalismo
O desemprego nunca foi problema nas sociedades baseadas na caça e coleta; em sociedades tribais, o desempenho das atividades de subsistência requer relativamente pouco tempo, não proporciona status ou remuneração especial e não é encarado como uma esfera isolada da vida. Somente nas sociedades baseada no trabalho remunerado o desemprego assume o significado social, econômico e político que tem hoje.
Assim sendo, não há dúvida de que uma das maiores chagas do capitalismo chama-se desemprego. A situação é alarmante não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Segundo a United Nations International Labor Organization o número de desempregados e sub-empregados (contando pessoas com renda inferior a US$ 50,00 / mês e trabalhadores que vivem da informalidade), no planeta pode passar de 1 bilhão de pessoas.
Em 1950, a força de trabalho contando pessoas entre 15 e 65 estava na casa de 1,2 bilhão de pessoas para uma população mundial de 2,5 bilhões. Em 1999 a força de trabalho era de cerca de 3 bilhões para uma população de 6 bilhões, ou seja, a força de trabalho subiu de 48 para 50% em meio século.
A criação de empregos porém, não acompanhou esse dado, visto que o mundo todo convive hoje com altas taxas de desemprego. Salvo algumas “ilhas” que possuem níveis toleráveis de desemprego, a situação global é preocupante.
Em geral os economistas têm como principal preocupação, questões abstratas como estabilização da moeda e controle da inflação, e acabam não dando a devida atenção à problemas concretos como desemprego e má distribuição de renda. Seja qual for o motivo: a famigerada globalização, o fator neoliberal, a mecanização da agricultura e o conseqüente êxodo para o meio urbano, a crescente automatização das indústrias ou qualquer outro: o fato é que vivemos uma crise mundial de emprego e pouco se tem feito de concreto para corrigir esse problema, a questão da má distribuição de renda têm um aspecto semelhante. Surgem várias teorias para explicá-las, mas pouco se faz para acabar com ela.
E como poderia num contexto mundial de desemprego e crises econômicas surgirem alguma “ ilhas” como os Estados Unidos, onde o índice de desemprego vêm caindo mês a mês? Falando de Brasil, a nossa realidade é preocupante, nós temos dimensões continentais, somos vários Brasis num só país; somos ao mesmo tempo o Brasil agrícola, o Brasil industrial, o Brasil mineral, o Brasil urbano, o Brasil rural, o Brasil do luxo e o Brasil da miséria, o Brasil do desemprego.
Os números variam entre 8 e 17%, são exatamente contraditórios uns aos outros dependendo de onde estes são exibidos. Quando se trata de um órgão governamental, quase sempre a situação é mascarada, apresentada de modo a não parecer tão ruim quando realmente é. Deixando um pouco de lado os números, o fato é que vivemos uma epidemia de desemprego, impulsionada basicamente pelas anomalias sociais que sempre tivemos e agravada mais recentemente por outros fatores como a globalização e a automação. Nos últimos anos e evidente a agudização da escassez de abertura de vagas e a diminuição do contingente empregado.
A má distribuição de renda é um exemplo de anomalia social que contribui para o avanço do desemprego. As famílias mais pobres não freqüentam cabeleireiros, não vão à shows ou exposições, não freqüentam restaurantes, etc. Esses são setores fortemente empregadores de mão de obra, no Brasil os serviços ocupam 5% da estrutura de emprego, ao passo que nos EUA esse número é de 24%. A reforma tributária e a reforma agrária no Brasil não passam de ilusões quiméricas. Sem a primeira, empresas e indivíduos de menor poder aquisitivo acabam pagando mais imposto que os de maior poder econômico. Sem a segunda, acabamos tendo ainda no ano 2003 um fluxo migratório do meio rural para o meio urbano sem qualquer perspectiva. Globalização e automação vêm apenas acentuar esse quadro de desemprego que traz consigo fome, marginalização, exclusão social, etc.
A educação que deveria ser um fator de correção acaba sendo um fator que só agrava o problema, visto que as escolas públicas não oferecem um nível de ensino semelhante ao das particulares. Com isso, o jovem que vier de uma escola pública não tem a mesma probabilidade de passar num vestibular que um jovem oriundo de uma escola particular e acaba tendo que procurar emprego sem a devida qualificação, já que também não pode pagar cursos de especialização, isso na melhor das hipóteses, quando consegue completar o segundo grau, já que muitos têm que abandonar antes, para trabalhar devido ao desemprego e/ou aos baixos salários dos pais. Sem contar a aprovação automática, que vêm sendo utilizada em grande parte das escolas públicas do país; onde o estudante é aprovado automaticamente, sem avaliação. Com isso, temos crianças de 11, 12 anos estudando normalmente na quarta série, por exemplo, que mal sabem ler ou escrever, quer dizer: pensar na educação como remédio para o desemprego é utopia.
Fala-se muito atualmente em banco de horas e redução da jornada de trabalho, assuntos que geram polêmica, já que são vistos como soluções para alguns e como uma forma de “tapar o sol com peneira” para outros. Também se fala em desconcentração industrial; processo que ocorre quando as indústrias passam a se instalar em regiões alternativas, fora das zonas onde já há uma grande concentração de indústrias. Esse fato vêm ocorrendo no Brasil principalmente em São Paulo, no Paraná e em Minas Gerais, onde observa-se por exemplo o Crescimento Acentuado das oportunidades de trabalho em Ubá, interior de Minas ao passo que em Belo Horizonte o índice de desemprego segue aumentando anualmente.
O mesmo acontece com Paraná e São Paulo, onde registram-se baixas taxas de desemprego no interior e altos índices nas capitais. Para citar um exemplo disso, podemos observar que de 1992 a 1996 surgiram 41,2 mil oportunidades de trabalho, ao passo que na zona metropolitana de Curitiba registrou-se nesse período a criação de apenas 8,2 mil oportunidades de trabalho. Com esse fenômeno, observamos que baixam as taxas de desemprego em uma região e aumenta os índices de outra, como o ABC paulista que registra índices de 20%. Logo essa não é a solução para o problema.
A solução para o problema do desemprego consiste na adoção por parte do governo de medidas como a reforma agrária, a reforma tributária e uma reforma social para combater problemas crônicos como a má distribuição de renda. A solução vem a ser a adoção de medidas que tenham como prioridade a geração de empregos, com garantia de saúde, educação, transporte, habitação e alimentação para a população. O mundo hoje cresce baseado principalmente nos setores siderúrgico, petroquímico, energético e de telecomunicações. Exatamente os setores que foram privatizados pelo governo neoliberal de FHC, que priorizou este tipo de insanidade à questões emergenciais como o desemprego e a miséria. Ao prestar obediência ao neoliberalismo, o governo deixa o Brasil sem metas e sem prioridades, sem políticas setoriais. De que adianta um programa de desenvolvimento, se o governo promove o retorno do país a um passado colonial?
O desemprego é uma chaga do capitalismo, uma chaga do Brasil que infelizmente está muito difícil de cicatrizar.
Fonte: http://www.solavanco.com/
Data: 2004-09-29 00:00:00
Autor: Leonardo Melo
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